Eddie The Head: A História do Mascote do Iron Maiden

Publicado: 29 de janeiro de 2013 por hardrock0 em Rock N' Roll

Eddie The Head, ou simplesmente Eddie, é um dos símbolos mais marcantes da história do Heavy Metal. Símbolo do Iron Maiden, Eddie aparece na capa de todos os CDs da banda, além de ser usado no palco em alguns shows, quando a música “Iron Maiden” é tocada.

Eddie no palco

A ideia surgiu de um cenógrafo chamado Dave Beasly, e inicialmente era apenas uma cabeça metálica gigante sem nome, que ficava na lateral dos palcos durante os primeiros shows da banda. Duas coisas contribuíram para a escolha do nome. A primeira, como conta Dave Murray, veio de uma piada:

“Eddie tinha nascido sem corpo, braços e pernas. Só tinha a cabeça. Mas tirando esse problema de nascimento seus pais o amavam muito. No seu décimo-sexto aniversário eles foram a um médico que lhes disse que poderia dar um corpo ao garoto. Os pais ficaram malucos com a novidade porque seu filho poderia finalmente ser uma pessoa normal. Eles voltaram para casa e falaram para Eddie: “Nós temos uma surpresa para você. É o melhor presente do mundo!” e Eddie respondeu: “Ah não, a porra de outro boné!”.

Pode não parecer muito engraçada, mas foi daí que surgiu a primeira ideia para o nome. A segunda contribuição, como conta Steve Harris, veio do sotaque londrino. “Head” soava como “Ead”, que logo foi adaptado para Eddie. Eddie The Head estava enfim “registrado”.

Agora com a presença de um corpo, a banda recorreu a Derek Riggs para os desenhos. No primeiro álbum, intitulado de Iron Maiden também, o Iron estreou para o mundo suas composições. Atitude punk misturada com a musicalidade do heavy metal, Eddie apareceu na primeira capa na forma de um zumbi maligno:

Iron Maiden

No segundo CD, Killers, a banda ainda não era tão popular. Seguindo os moldes musicais do primeiro trabalho, a influência do punk ainda era notada. Eddie ainda mantêm a aparência de zumbi na capa, porém em uma pose mais agressiva, segurando uma arma:

Killers

A partir do terceiro álbum, a banda trocou o vocalista Paul Di’Anno por Bruce Dickinson. Após a mudança, o punk deixou de ter tanta influência e o som se tornou mais pesado. Seguindo o crescimento da banda, tanto musicalmente como comercialmente, Eddie também passou a ser mais trabalhado em seus desenhos. Na capa de The Number Of The Beast, CD do Iron que faria mais sucesso até então, o mascote aparece ao lado de um demônio e com os cabelos mais, digamos, cuidados:

The Number Of The Beast

Com o quarto CD vindo a público, o Iron Maiden se consolidava como uma grande banda de Heavy Metal. Piece Of Mind serviria para definir o estilo da banda, os temas abordados e a frequência de músicas mais longas e extremamente trabalhadas. O álbum seria o mais técnico até o momento, e marcaria a entrada do baterista Nicko McBrain. Dessa vez, Eddie perde os cabelos e aparece acorrentado:

Piece Of Mind

O próximo lançamento seria outro disco épico. Powerslave, considerado por muitos como o melhor trabalho da banda, foi lançado em 1984, década marcada pelo melhor entrosamento da banda. Segundo os próprios integrantes, foi o período de mais amizade entre eles. Eddie aparece em uma das capas mais criativas, sendo uma espécie de esfinge:

Powerslave

Após Powerslave, outro clássico: Somewhere In Time. Mais músicas longas e a primeira vez que sintetizadores eram usados. O álbum todo foi baseado no filme Blade Runner, cuja temática é a interação do ser humano com o tempo. A música “Caught Somewhere In Time” explica bem como a filme inspirou a banda. A capa também teve a mesma inspiração, e Eddie aparece em um estilo futurista. Até diria que em uma espécie de Exterminador do Futuro, mas o filme surgiu depois do CD.

Somewhere In Time

O sétimo álbum foi intitulado de Seventh Son Of A Seventh Son, em clara analogia a história do lobisomem. Talvez seja o CD com as letras mais profundas, tratando de questões filosóficas como a morte. É o último trabalho de Adrian Smith, guitarrista mais técnico do Iron, antes de sair. Dessa vez, Eddie aparece como um gênio da lâmpada, e metade de seu corpo não existe:

Seventh Son Of A Seventh Son

Entrando na década de 1990, No Prayer For The Dying marcou a entrada de Janick Gers no lugar de Adrian. O CD como um todo não fez tanto sucesso como seus antecessores, mas ainda assim foi um bom trabalho. A música “Bring Your Daughter… to the Slaughter” causou acusações de que a banda teria pactos com o demônio. Devido a isso, algumas igrejas do Chile começaram um movimento que proibiu a banda de tocar no país. Em uma de minhas capas preferidas, Eddie aparece novamente de cabelo comprido, fugindo de um humano:

No Prayer For The Dying

A seguir, outro CD que se tornaria épico. Possivelmente o mais famoso do Iron Maiden no Brasil. Porém, Fear Of The Dark tem um lado triste, por marcar a saída de Bruce Dickinson, que iria se dedicar em sua carreira solo. Musicalmente, o álbum conta com “Wasting Love”, a primeira espécie de “balada” (ou quase isso) da banda. Na capa, Eddie volta a perder cabelo e dessa vez aparece em cima de uma árvore:

Fear Of The Dark

Com Blaze Bayley assumindo os vocais, The X Factor foi lançado. Com músicas mais lentas, o CD não é nem de longe um dos mais admirados do Iron. O título foi inspirado no fato do álbum ser o décimo, por isso o X (algarismo romano que equivale ao 10). A capa é uma das mais detalhadas e bem desenhadas, mas dessa vez Eddie parece estar sofrendo:

The X Factor

Virtual XI foi o próximo passo. Outra vez, analogia ao algarismo romano (XI = 11). O CD foi o que menos fez sucesso dentre todos de estúdio da banda. Para tentar impulsionar o lançamento, a banda chegou a organizar partidas de futebol, já que o número 11 no título também serviria para o número de jogadores de um time. Mesmo assim, o CD não agradou. Os frequentes shows adiados devido a saúde de Bayley estavam prestes a ter fim. Em outro espetacular desenho, Eddie aparece, bem, é melhor ver para chegar a alguma conclusão do que Eddie está fazendo:

Virtual XI

Como eu ia dizendo, os frequentes shows adiados por culpa de Blaze Bayley estavam perto do fim. O Iron Maiden começa o novo milênio, para a alegria de todos, com a volta do vocalista Bruce Dickinson. E, de quebra, Adrian Smith também volta ao line-up. A formação com três guitarristas estava de volta. E Brave New World serve pra mostrar como a banda voltou com tudo. O CD não tem praticamente nenhuma música ruim. Na capa, Eddie aparece no meio das nuvens:

Brave New World

Em 2003, Dance Of Death foi lançado. E a música-título se tornaria um dos maiores hinos do Heavy Metal. Uma composição fantástica de Steve Harris, inspirado pelo filme “O Sétimo Selo”, com uma das letras mais trabalhadas de todas. Um clássico de oito minutos e meio. Em mais uma bela capa, Eddie The Head se torna um ceifador:

Dance Of Death

O décimo-quarto álbum de estúdio veio com A Matter Of Life And Death. O CD é quase todo baseado em guerras, que apesar de ser tema constante das letras, nunca esteve tão presente como agora. Mais uma vez, letras muito bem trabalhadas. Eddie segue a temática do álbum na capa, dessa vez acompanhado de caveiras, o mascote aparece em cima de um tanque de guerra:

A Matter Of Life And Death

Para terminar, o trabalho mais recente da banda: The Final Frontier. Seguindo a tendência dos dois álbuns anteriores, músicas muito longas e trabalhadas, chegando a parecer em alguns momentos até uma banda progressiva. Não muito elogiado pela mídia, o álbum teve seu sucesso relativo. Pra mim é um dos melhores do Iron. A capa, também minha favorita, revela Eddie em uma espaçonave, atacando outros alienígenas:

The Final Frontier

Eddie revolucionou o marketing do heavy metal, nunca um símbolo tinha feito tanto sucesso comercial e se tornado tão importante para a imagem de uma banda. Presente em todas as capas, camisas, acessórios e shows do Iron Maiden, o mascote é só uma das provas do talento que o Maiden possui para criar coisas fantásticas.

Up the Irons!

Iron Maiden

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